sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O nosso tempo, o nosso caminho I


Dez anos de compromisso
De entendimento e cumplicidade
No trabalho ou qualquer lado
Numa pura amizade

Não me lembro bem do dia
Em que a tua imagem apareceu
Mas foi com o nosso tempo
Que a visão te descreveu

Conversas, desafios
No trabalho foi vivido
Em prosas que aconteceram
Que foram ficando no ouvido

Cada dia que passou
Foi cimentando a afeição
O gosto pelo compromisso
O prazer da confabulação

Fomos aumentando a intensidade
Aos limites foi transportada
Um alimento indispensável
Á nossa alma necessitada

Sedentos pelo tempo
Em que juntos partilhamos
Tudo sem tabus
Num clube que criamos

Repartimos gostos e prazeres
Repartimos sentimentos
É bonita esta passagem da existência
Foram prazeres todos os momentos.

O primeiro passo de solidificação da relação, foi neste tempo apurado, foi sem dúvida uma época fantástica e sem ele, sem esse alicerce, não viveríamos a nossa história...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sentir


As palavras transpostas para a nossa blogosfera, são uma ínfima parte dos sentimentos que vivo quando, te olho, te sinto, tenho saudade, te imagino, te oiço ou te descrevo com o tacto.
Foi especial mais uma vez. O tempo parece ingrato connosco, são apenas segundos, tanto quero estar e tão pouco me “deixam”, dono do tempo malvado, ouve a minha prece!
Sentimentos esquecidos pelo tempo, foi o que vivi, sentir que nos sentem, sentir que nos querem, sentir que cuidam e se interessam, sentir que amam. Pode parecer um exagero ou uma mimalhice, mas há muito não colhia.

Continuamos a arquitectar um só leito onde as nossas aguas desaguam, progredindo abraçadas numa só direcção, tornando navegável o que sentimos, na corrente do rio que decidimos velejar.

Deitados no colo
abraçados no polar
no aconchego do Outono
do frio que está a chegar

De filme ou de conversa
sentimento em sentimento
De revista ou internet
Em partilha ao som do tempo

No tempo…
Gostar, é pouco do que gosto de te dizer
Gostar, é pouco do que sinto ao olhar
Gostar, é pouco do que vejo sem se ver
Gostar, é pouco quando estamos a amar.

São palavras que te dou quando não te posso abraçar, num tempo que deixou de me fugir, no leito do sentido que caminha para um mar, em sintonia com a terra á qual se vai unir.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Para hoje…


Ontem, sorri para ti todo o dia
E mesmo impedido de te abraçar,
mesmo sabendo que estavas fora,
andei louco por te Amar,

por te aconchegar ao meu corpo
e sentir o teu calor,
por viajar junto a ti
minha razão, meu Amor.

Hoje desespero por te tocar,
por te ler e por te ter.
Hoje só te quero olhar,
saborear todo o teu ser.

Quero um beijo dos teus lábios
e a visão do teu olhar,
mesmo ao de leve na minha face,
eu quero sentir o teu beijar…

meu Amor.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A perfect Sunday



Caminho adiante fui percorrendo, lentamente e stressado por querer chegar perto de ti e ser obrigado a ir devagar, muito devagar. Foi injusto ter perdido vinte minutos da tua companhia no meio do trânsito, mas cheguei doido para te ver.
De saída com um sorriso de orelha a orelha, deslumbrantes estávamos, rumo a uma paragem, onde a nossa felicidade se enquadra, na beleza natural do que o olhar abrangia.
Um café ao lado do rio, no inicio do entardecer, um beijo dourado, um barco mirado e um abraço sentido e apaixonado.
Caminhando beira rio, sentir o cheiro das castanhas, conversas que apenas zoavam, estudantes trajados desfilavam e nas esplanadas os turistas admiravam a paisagem, onde também nós estávamos pintados.
Um banco aguarda a chegada e quase como mel aprecia o nosso sentar, juntos, admiramos as margens, as luzes cintilantes atravessavam o leito, o brilho do reflexo balançava ao sabor de pequenas ondas. Por trás a história impõe-se, fachadas tratadas devidamente valorizadas pela nossa visão, as luzes realçam o histórico, a nossa cabeça e a nossa mente perfeitamente encaixadas num momento enamorado.
No leito do rio o reflexo das cores, a ponte coberta pela pintura e realçada pela lua, na noite, na nossa noite.
Imortalizamos o momento com a foto, onde os dois embelezam as margens e espalham pela rua o sentimento que os coloca no local.
Estou completamente apaixonado por nós, pelo que fomos, pelo que somos, pelo que queremos e pelo que seremos.
De mão dada fomos caminhando e empobrecendo o local com a nossa saída.

Amamos compras e fomos perdidos lindos e maravilhosos, absorver as lojas num ambiente mais calmo e descontraído, de um shopping esquecido, mas cativante pelo tempo.
Adoro mesmo, coisas de gajas o “tanas”, entrar mexer, experimentar e sair com um saco na mão por uma compra maravilhosa é fantástico. Então fazer isto com a pessoa que nos embevece o olhar e nos enche o coração é mil vezes melhor e ela ficou linda com cada “trapinho” que provou.

Só posso dizer que foi um domingo perfeito, como muitos que se advinham. Adoro, quero, gosto, faz-me muito feliz, she’s the princess of my heart.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Feliz no novo trilho


Sempre que queremos, sabemos o que fazer, o que pensar, o que decidir, o que viver.
Sei que às vezes custa mudar, não é fácil, mas a coragem de alterar prova que estamos vivos e em busca de algo melhor. Não vale a pena estar calado, não fazer, não querer ou não amar.

O presente diz-me que terminei o passado, iniciando um destino diferente para o futuro, convicto que este é o trilho certo para ser feliz.

Na hora em que tu passaste a ser a remetente desejada na minha morada e a destinatária dos meus sentidos, dei-te a minha alma e ofereci-te o coração com vontade que lá habites e te sacies com ele.

Como disse hoje, posso às vezes não falar, mas olho sempre, observando os pequenos, mas grandes pormenores, com os quais te escrevo e te descrevo, sempre que a distancia me impede de te contemplar. Fecho os olhos e vejo os contornos, vejo mais longe porque te decoro, porque cruzo as tuas linhas e te perpetuo, numa visão que contempla a partir do interior e se evidencia percorrendo o exterior.

Hoje, estas são as linhas da minha memória, projectadas neste “livro”, que declama o que sinto por ti e tudo o que nos presentearmos, fará parte desta história, e será parte da história que ainda não escrevi.

I know, I feel, I want… you.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Happiness

Fabulous this music, these words are inspiration and truth to me:

it’s true
You make me smile,
my heart is full,
is full of love.
I want to hold your hand forever
and listen your heart beat,
you know how happy I am.



Why don't you stay
I feel lucky today
Give me a chance
and I'll show you the way

I know some day you'll be mine
you will know too
it's a matter of time

Oh! Let me hold your hand
Please, let your heart beat again

You know I daydream of you
I'm so in love
it's too good to be true

You make me smile
as I look into your eyes
My heart is full
like my very first time

It's like I was born again
I just can't say
how happy I am

Oh! let me hold your hand
Please, let your heart beat again

domingo, 18 de outubro de 2009

De mão dada


De mão dada, passos curtos e apreciados, junto á areia, vaguearam calmamente em amena cavaqueira, encontrando pelo caminho talvez a poesia do momento num encontro sempre novo e sempre fantástico.
Escolhido o jantar, moderado por uma amena prosa como sempre muito apreciada e lá no meio até “gramática” futebolística se falou, não existe tema que não possa estar entre nós e que não possa ser explanado. O jantar foi óptimo.
De volta á visão do mar, como quem aconchega os olhos ou se delicia com o seu ruído, sentados ficamos, numa continuação da conversa, agora mais acariciada pelo ambiente, … olhares, prazeres, enfim, a figura do mar envolta em nós.
Fotografias para mais tarde recordar, mas também imagens que ficam registadas no coração, estou muito feliz.
No meio também a musica cantada pela primeira vez:


"Um dia talvez
Uma manhã quem sabe
Num amanhecer
Deitados na areia da praia
Saborear as ondas do mar
E aquecer-me no teu corpo
… "


Pelo caminho, mais uma vez Rodrigo Leão foi nossa companhia, cada vez gosto mais. Com origem nele, talvez, tenho o prazer de sentir uma voz que me canta, num ouvido que a ouve, num prazer cada vez mais indescritível.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Cá estou eu…


Cá estou eu…
Em casa só, aguardo a chegada cansada, exausta provavelmente, mas o sorriso que me leva ao azul, espelhado no teu rosto, que me satisfaz, que me faz feliz.
Gostava que pudéssemos trocar de posição para que sentisses o que sinto, para que não dissessem “tem cuidado com ela”.
Os sentidos são claros e tu a minha inspiração, o filme perfeito numa noite de verão, mas que ocupará todas as estações sem medos e receios. Faremos todas as cenas, seremos os actores principais, teremos o papel principal.
Quero que chegues rápido para sentir, para te abraçar no aconchego do meu peito.
Não temos certezas mas temos vontades, convicções,
Não dizemos nunca mas faremos com que nunca acabe,
Não dizemos sempre mas faremos com que seja sempre.
Gosto de te esperar, porque te quero presente, porque és presente, porque pertences ao meu caminho, anda rápido.

Aprecio os sentidos

Sei que a minha vontade de estar contigo, é grande, sempre, não interessa quando ou a que horas, apenas sei que me apetece sempre estar contigo.
Pareço um puto, mas um puto maduro, com capacidade de saborear os minutos e de dar valor a pequenas coisas outrora não reparadas.

Olhar e contemplar o que é lindo,
Ouvir e assimilar sentimentos,
Tocar e apreciar as formas,
Saborear com prazer os inovados paladares,
Cheirar os perfumes refinados e admirar a sua fragrância.

Olhar para ti é Ouvir a vida de outra forma, é Tocar nos sentimentos mais sublimes, é Saborear de forma a me deleitar, até com o Cheiro que invade o corpo e respira sensações indescritíveis.
Os cinco sentidos do corpo humano, reunidos e apurados, para eu poder apreciar e conhecer o que de melhor acontece, unidos na capacidade de os aproveitar para que sinta tudo o que és.
Os meus sentidos comandam a vida, e eu aprecio a vida que possuo. Sou feliz porque te encontrei.


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

fim-de-semana

“Podemos fazer da nossa vida um eterno fim-de-semana...
Com uns intervalos curtos de 5 dias, para angariar alguns fundos, imprescindíveis para o tornar ainda melhor...”
De facto é um pensamento fantástico de quem, como eu, quer sempre aproveitar tudo o que nos faz feliz, sempre e incondicionalmente.
Um eterno fim-de-semana onde, só o nós vale, onde nós somos felizes, não interessa onde, com quem, porquê, o quê ou como, interessa viver e nós vivemos.

Muito do que somos, e do que descobrimos, vai trazendo sensações nunca antes vividas, ontem, hoje como amanhã, a tua voz a trautear “No sé nada” de Rodrigo Leão, deixa-me louco.
Podes dizer que a voz é horrível, desafina, que isto ou aquilo, mas para mim é como mel de tão doce que ela me sabe. Consigo ouvir, mesmo no maior silencio, muito bom.

sábado, 3 de outubro de 2009

Vale a pena


Nem todos sabem escrever, eu inclusive, mas faz-me bem e vou continuando, não porque tem de ser todos os dias ou a determinadas horas, não por uma qualquer obrigação, mas porque gosto de o fazer, por mim ou para ti.
Eu tenho muito prazer em escrever sobre o que a vida me trás de bom, dar ênfase às conquistas e lutas vitoriosas que vão acontecendo, pelo caminho que percorro e pela companhia que levo.
Como a todos os seres humanos, nem sempre tudo é “chocolate”, mas a diferença faz-se de pormenores, de uma palavra ou de um gesto que se for devidamente valorizado, tudo o que possa ser menos, apenas serve para retirar uma ilação ou lição, que servirá para melhorar e para entender que posso ser melhor se fizer um esforço.
Tenho alguma sorte, reconheço, tenho momentos de todos os géneros como qualquer um, mas a valorização dos bons momentos fazem com que os maus sejam um adereço ou um ensinamento. Mas o que de facto faz sugar o tutano da vida, é apreciar como se fosse único, cada coisa boa que acontece mesmo que pequena.
Esses pequenos e grandes pormenores fazem sorrir, são a obra, o prazer, a vontade de aprender a ser feliz, são a positividade da vida, onde, quando preciso, retiro a força e energia para me reforçar e me amar, para alicerçar o meu caminho.
Tu, há muitos anos que pertences, a esses pedaços da vida que são bons e valorizados, e que fazem cada vez mais sentido. A conversa, a partilha, o olhar, a conquista.
Hoje, até o dia e a noite, o sol e a lua, podem ser vistos de forma diferente quando os teus pedaços, os que deste e os que dás, estão presentes e transformam o que vejo e o que sinto.
Por isso te posso dizer com bastante frequência, que apenas te estou a olhar, cada um desses olhares tem sido único e feito descobertas, detalhes, prazeres escondidos, á espera... á espera que fossem descobertos, ou apenas á espera que fossem vistos.
Nunca é tarde para se ver além do que a visão nos dá.

Vale a pena,
observar-te,
ser diferente na sociedade só para te ver,
mudar de direcção para te encontrar,
ter frio para aquecer,
fechar os olhos só para te ouvir,
perceber os teus gestos e gostar.
Vale a pena, fortifica.

O caminho é longo e não é uma auto-estrada, vamos ter trânsito, acidentes, buracos malvados que te obrigam a parar.
No final o que realmente interessa é que caminhemos sempre pelo caminho que queremos pisar, sempre com a convicção de ser o trilho de cada um de nós individualmente, que acredito, será o nossa direcção comum.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Lenka


Estava previsto que Lenka - Trouble is a Friend, acabaria um dia por aqui.
Cada dia que passa, ganha mais força esta e outras letras, que o ouvido com o coração vai ouvindo e interpretando.

Bj for you

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Encontrei...



Ela é linda…
Procurei e encontrei.
É diferente sem dúvida, eu conheço bem e nos seus olhos descobri uma razão. Quem sabe se um destino profetizado, ou a confirmação de um longínquo observar.
Sei onde encontrei, sei o que senti, vejo na sua boca as palavras que sempre apeteci.
É muito bom para mim, estou a sentir, vou até ao fim e vou trata-la bem, para que ela não tenha medo, nunca tenha medo.
Não tenho medo nem receio de morrer, não vou gaguejar nem perder os sentidos, apenas quero respirar o mesmo sopro, filtrado na beleza do seu mirar.
A mordaça não existe, apenas as palavras, o tempo, os olhares, os jantares, as conversas que aconchegam, que acalmam e circundam.
É um prazer… sempre… encontrei e descobri…

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Navegar



A “loucura” saudável anda por ai.
Porquê?!!!!! Sei lá. Nem quero saber. Basta estar e sentir, basta ser e ouvir.
Entrar num qualquer Titanic, voar de braços abertos, aconchegados ao corpo, com o vento a acariciar, ao sabor do espírito na proa do nosso navio.
Sobreviver aos icebergs, ás tempestades, enfim á asfixia que falas. Não encher tanques até afundar, mas vedar ás impurezas, para que ao contrário do filme a história continue, linda e nossa.
Correr á noite, á luz da lua, luz que incide na beleza da perfeição do olhar.
Nem sei, mas o frio não arrefece, e o “perigo” não se sente.
O navio imenso, alberga tudo e todos, muitas histórias, toda uma mescla da sociedade, apenas a liberdade fará com que, cada uma das biografias seja emancipada de preconceitos e bafejada pelo destino que os actos próprios da navegação queira conduzir.
Não sou marinheiro, nem guerreiro romano, mas sou um lutador, sem medo de caminhar pelos mares que ainda não conheço, auxiliado pelo sentimento nutrido á conta da força que transpira da vossa alma.
A responsabilidade é muita e o navio grande, mas a condução segura e a união fará com que chegue a bom porto.

“You are safe in my heart.
And my heart will go on and on.”

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Friends


É em certas alturas da vida que descobrimos, ou redescobrimos, os nossos amigos e ordenamos as nossas amizades.
Nem sei como lhes hei-de agradecer, apenas espero que não me desiludam e que eu não os desiluda, e até agora só tenho uma palavra. Obrigado. Obrigado por serem amigos, obrigado por me aceitarem, obrigado por estarem cá, obrigado pelos pensamentos e pelas reflexões.
Não esquecer dos amigos externos á família mas não esquecer também dos amigos, Família. Uns importantes porque estão contigo quando são chamados, outros porque estão comigo pela proximidade familiar.
Mas o importante em todos eles, é que me aceitam, aceitam tal e qual como sou, com defeitos e feitios, com virtudes e mais feitios.
Depois ainda existe o amigo, às vezes injustamente esquecido, mas tão presente naquilo que sou e naquilo que quero ser, o amigo oculto, o amigo presente, o amigo que não me abandonará mesmo quando as acções contradizem os seus ensinamentos, o amigo que compreende e me aceita incondicionalmente, o amigo que me acompanha de forma invisível, e que não me abandonará. Jesus, eu sei, obrigado meu Amigo.
Na nossa vida também temos “o” amigo, aquele amigo próximo o amigo que reconforta e nos abraça, aquele que damos e recebemos, aquele do qual queremos um abraço e um aconchego, aquele pelo qual sentimos os desejos e prazeres terrenos, aquele que queremos sempre estar. Obrigado, you are amazing.
This is the life, my life, I just want to be happy. Thank you my friends.

sábado, 19 de setembro de 2009

First date


A cumplicidade de um telefonema, a marcação, a espera por um momento foi crescendo, hora a hora, minuto a minuto cada segundo.
O som da campainha soou, o bater do coração cresceu ao ritmo de uma corrida desenfreada.
Abre-se a porta, do nada o rosto aparece, deslumbrante e com uns olhos cintilantes, a admiração apanhou o corpo e a alma.
O momento único, o primeiro após o álcool, a tremedeira, o desejo pairava no ar. O beijo com o coração acelerado. O beijo. Aquele.
Não havia muro que terminasse, o tempo parou, o mundo deixou de girar. Os vícios foram o momento de descontracção e adaptação, a música, aquela música. O corpo, aquele corpo. As palavras, que palavras. Não existia nada, apenas quatro paredes ao alto, testemunhas do encontro, do prazer, do auge do desejo. Mutuo, a palavra, dois em um, o desejo, vaticinava o ambiente criado, uma atracção impossível de contrariar.
Foi e será inolvidável cada um dos instantes passados em comum.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

(...) Maria João & Mário Laginha - Beatriz

Apenas porque gostei, a envolvência, o espectáculo colateral, a voz, as expressões faciais, o sentimento, enfim, Maria João e Mário Laginha.



quarta-feira, 2 de setembro de 2009

(...) Filhas do Latim


Olho para a lua
Espelho da alma
Estrela que acompanha
Numa paz que acalma

Luz macia
Como a tua voz
Ouvida no mar
O som que compôs

A promessa quebrada
Por puro prazer
Deleito do espírito
Imaginação a te ver

Não sabia do texto
Palavras para quê
Sintonia apurada
Sem como nem porquê

Não sei que escrever
Está tudo assim
Não sei que fazer
Às filhas do Latim

A palavra da noite
Por um novo amanhecer
Obrigado meu “anjo”
Que me faz reviver

Sei que não sei
Sei que não devia
Pedir mais uma escrita
Feita á luz do dia

Esquecer o juramento
Feito pela última vez
Á sombra da árvore
Viciada de porquês

Talvez não devesse
Mas preciso
Encontrar o caminho
Encontrar o meu riso

Partilhar recordações
Dormir no seu descanso
O regresso do anjo
Que no sono alcanço

terça-feira, 1 de setembro de 2009

(...) O Mar, "água", "areia" e vida


“Olhando para o mar com um ar abstraído, talvez inundado por pensamentos e sensações, encontra ou observa a paz e a sensibilidade, proporcionando reflexões ponderadas…”

“Ele”, transborda emoções, apenas o vento o move, anda perdido como a “água” que nele jaz, ao sabor do vento, ou quem sabe dos pensamentos. De facto é difícil, adormece na paz que lhe trás o sono, acorda com a invasão de personagens indesejadas, abordando temas diversos, sem sentido, sem conteúdo.
Não, não, não queria mais esse fardo, “ele”, não se importa de dar, desde que também receba algo bom, com conteúdo, carinho, e não sinta que apenas tem obrigação de deixar todos os personagens felizes sem que nada receba de bom.
Tranquilo está, empurra, penetrando com a agua suavemente nas areias da praia, quase que descansando numa passagem poética, do acarinhar da areia, que não lhe dá nada mais do que “ele” precisa, deixa-o acarinhar dando-se no mesmo sentido.
É uma relação que não precisa de palavras, apenas gestos, o friccionar mútuo, transmitindo sensações, um abraço figurado, que ambos gostam, ambos querem, ambos precisam.
Certamente que no dia em que os trejeitos não existirem, teriam a capacidade impossível de se expressarem, sem colocar o silencio como imprescindível para que possam pensar, reflectir, acarinhar. Mesmo sem a envolvência da presença entre ambos, é possível que o mar, na junção da água com a areia se revele nos impossíveis da voz e das palavras.

Palavras é o que “ele” aguarda desesperadamente, quase como quem espera pela vida, a vida aguarda pacientemente uma palavra, mesmo que vazia ou solta, apenas a quebra de uma promessa, um aconchego, quase como o abraço do mar que enrola na areia.